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Amostragem Indeformada (Tubo Shelby) em São Paulo

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O crescimento acelerado de São Paulo desde meados do século XX ocupou encostas, várzeas e aterros sobre antigos cursos d'água, criando um perfil geotécnico extremamente heterogêneo. Na prática, isso significa que um mesmo terreno pode alternar argilas orgânicas moles, areias compactas e rocha alterada em poucos metros de profundidade. Para projetos estruturais sérios, a amostragem indeformada com tubo Shelby é o método mais confiável para obter corpos de prova representativos sem alterar a estrutura natural do solo. Combinamos essa técnica com o ensaio triaxial para determinar parâmetros de resistência ao cisalhamento e com o ensaio de consolidação para avaliar recalques em depósitos argilosos da cidade.

Imagem ilustrativa de Amostragem indeformada (tubo Shelby) em São Paulo
Em solos moles da várzea do Tietê, a amostra indeformada é a única forma confiável de prever recalques e dimensionar fundações profundas.

Procedimento e escopo

O equipamento principal é o amostrador de parede fina tipo Shelby, fabricado em aço inox ou latão, com diâmetro externo de 50 mm e comprimento útil de 60 a 90 cm. A cravação é feita por prensagem hidráulica contínua, garantindo taxa de penetração constante de 2 a 5 cm/s, sem golpes. Isso evita o amolgamento do material, diferencial fundamental frente ao SPT. Em campo, seguimos rigorosamente a ABNT NBR 9604:2016 para abertura de poços de inspeção e a NBR 9820:1997 para coleta. Imediatamente após a retirada, o tubo é lacrado com parafina e identificado com profundidade, orientação e número da amostra. A caixa térmica mantém o material em temperatura controlada até o laboratório, onde se realizam ensaios de caracterização, compressão simples e adensamento.
Imagem técnica de referência — São Paulo

Contexto geotécnico local

Um edifício de 14 pavimentos no Brooklin Novo, bairro com espessa camada de argila mole orgânica, foi projetado com fundação direta sem amostragem indeformada. O resultado foi um recalque diferencial de 8 cm em três anos, comprometendo a estrutura e gerando custos de reforço superiores ao orçamento original. Em São Paulo, onde a variabilidade lateral do solo é alta — em especial nas regiões de várzea do Tietê e Pinheiros —, confiar apenas em SPT sem amostras indeformadas é uma aposta arriscada. A amostragem indeformada fornece o módulo de deformabilidade necessário para simular numericamente o comportamento do maciço.

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Parâmetros técnicos


ParâmetroValor típico
Diâmetro do amostrador50 mm (padrão)
Profundidade máxima de coleta20 m (com hastes)
Taxa de cravação2 a 5 cm/s, contínua
Tempo entre coleta e ensaioMáximo 72 horas
Parâmetros obtidosc, φ, E, Cc, Cs, cv
Norma de referênciaABNT NBR 9604:2016 e NBR 9820:1997

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio de Adensamento (Oedométrico)

Determinação dos parâmetros de compressibilidade (Cc, Cs, cv) em amostras indeformadas de argilas moles paulistanas, fundamental para prever recalques em aterros e edificações.

02

Ensaio de Compressão Simples

Medição da resistência não confinada (qu) em corpos de prova indeformados, parâmetro direto para projetos de fundações rasas em solos coesivos da capital.

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Normas de referência

ABNT NBR 9604:2016 — Abertura de poço e trincheira de inspeção, ABNT NBR 9820:1997 — Coleta de amostras indeformadas de solo, ABNT NBR 9820 — Standard Practice for Thin-Walled Tube Sampling

Dúvidas habituais

Qual a diferença entre amostragem indeformada e amostra deformada (SPT)?

A amostra indeformada preserva a estrutura, umidade e vazios do solo, permitindo ensaios de resistência e compressibilidade. A amostra do SPT é totalmente remoldada, servindo apenas para classificação visual e granulometria. Para projetos executivos em São Paulo, a amostragem indeformada é indispensável.

Em que tipo de solo o tubo Shelby é mais indicado?

O tubo Shelby é ideal para solos coesivos moles a médios, como as argilas orgânicas e siltes da várzea do Tietê e do Rio Pinheiros. Em areias ou solos muito duros, a cravação pode causar amolgamento excessivo, e nesses casos usamos amostradores de pistão ou bloco.

Quanto tempo leva para obter os resultados dos ensaios?

O prazo médio para ensaios de adensamento é de 15 a 20 dias úteis após a coleta. Ensaios de compressão simples saem em até 5 dias. Tudo depende da quantidade de corpos de prova e da profundidade das amostras.

Qual o custo médio da amostragem indeformada em São Paulo?

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