O solo da Vila Mariana difere muito do encontrado no Morumbi. Enquanto um tem argila mole profunda, o outro apresenta camadas mais resistentes de silte arenoso. Em São Paulo, o projeto de pré-carga sem sobrecarga é comum onde se deseja adensar o terreno sem aplicar carga extra. Isso acelera os recalques primários antes da construção. A técnica funciona bem em depósitos sedimentares da bacia paulistana. Combinamos o dimensionamento com ensaios de adensamento para prever a magnitude dos recalques e definir o tempo de aplicação da carga.
Em solos argilosos de São Paulo, a pré-carga sem sobrecarga reduz em até 60% o tempo de adensamento primário quando bem dimensionada.
Procedimento e escopo
Um edifício de 14 pavimentos na Avenida Paulista exigiu pré-carga antes das fundações. O aterro de 4 metros ficou por 8 meses sobre a argila orgânica. Monitoramos os piezômetros e os marcos superficiais semanalmente. O projeto de pré-carga sem sobrecarga em São Paulo segue a ABNT NBR 6122:2019 e utiliza modelagem numérica para estimar o grau de adensamento. Incluímos drenos verticais quando a permeabilidade é baixa. Complementamos com ensaios de caracterização e CPT para calibrar os parâmetros de compressibilidade.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
A bacia de São Paulo tem espessas camadas de argila mole com até 25 metros de profundidade. A pré-carga sem sobrecarga bem projetada evita recalques diferenciais futuros. Mas se o adensamento for interrompido cedo, o solo residual pode sofrer deformações imprevistas. A falta de instrumentação adequada também gera incertezas. Por isso, exigimos piezômetros Casagrande e placas de recalque em cada etapa do projeto de pré-carga em São Paulo.
Cálculo do aterro temporário, tempo de aplicação e grau de adensamento. Inclui ensaios de adensamento oedométrico e simulação numérica com parâmetros calibrados.
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Instrumentação e monitoramento
Instalação de piezômetros, marcos superficiais e medidores de recalque. Leituras semanais com relatório técnico de evolução do adensamento.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 6122:2019 (Projeto e execução de fundações), ABNT NBR 12007 (Teste de adensamento unidimensional), ABNT NBR 8044:1983 (Projeto geotécnico — Diretrizes)
Dúvidas habituais
Quanto tempo leva um projeto de pré-carga em São Paulo?
O tempo depende da permeabilidade do solo e da espessura da camada compressível. Em média, varia de 3 a 12 meses para atingir 90% de adensamento primário.
Qual a diferença entre pré-carga com e sem sobrecarga?
Na pré-carga sem sobrecarga, o aterro aplica apenas a carga equivalente ao futuro carregamento da obra. Na com sobrecarga, adiciona-se carga extra para acelerar o processo. A escolha depende do cronograma e do solo local.
Que ensaios são necessários antes do projeto de pré-carga?
Recomendamos ensaios de adensamento oedométrico, caracterização completa (limites de Atterberg, granulometria), e CPT para perfil de resistência. Em São Paulo, a argila mole exige amostragem indeformada com tubo Shelby.
Quanto custa um projeto de pré-carga em São Paulo?
O custo referencial fica entre R$ 1.870 e R$ 5.080 para projeto básico com instrumentação simplificada. O valor final depende da área, do número de ensaios e do tempo de monitoramento.