A execução do Ensaio SPT em São Paulo segue rigorosamente a ABNT NBR 6484:2020, norma que define o procedimento de cravação e amostragem. Na capital paulista, com sua geologia complexa de argilas porosas e areias compactas da Bacia Sedimentar, o SPT é o método mais direto para avaliar a resistência do solo à penetração. Nosso laboratório acredita o equipamento anualmente e treina a equipe para garantir golpes precisos e amostras indeformadas. Para complementar a investigação em camadas mais profundas, associamos o ensaio ao estudo de sondagem com CPT quando o projeto demanda perfis de resistência contínua.
O N-SPT medido nas argilas paulistanas pode variar de 1 golpe em solos moles até 40 golpes em areias compactas, orientando toda a engenharia de fundações.
Procedimento e escopo
São Paulo tem cerca de 11,5 milhões de habitantes e um subsolo marcado por espessas camadas de argila mole na várzea do Tietê e solos residuais de granito nas encostas. O Ensaio SPT permite identificar a compacidade das areias e a consistência das argilas metro a metro. Medimos o N-SPT a cada metro, colhemos amostras em barrilete partido e classificamos visualmente os solos ainda no campo. O relatório inclui o perfil individual de cada furo e a indicação do nível d'água. Tudo isso ajuda o engenheiro calculista a definir o tipo de fundação mais adequado para cada terreno paulistano. Realizamos o ensaio de granulometria em paralelo para classificar o solo pelo sistema unificado (USCS).
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
É comum construtoras em São Paulo confiarem em ensaios SPT antigos, feitos há mais de dois anos, para projetos de edifícios vizinhos. O erro é grave: o nível d'água muda, a compactação pode ser alterada por escavações próximas e a amostragem original pode não representar a variabilidade lateral do terreno. Sem um SPT atualizado no próprio lote, o projetista corre o risco de subdimensionar estacas ou, pior, superdimensionar uma fundação cara e desnecessária. A diferença de N-SPT entre dois furos distantes 10 metros pode chegar a 10 golpes, inviabilizando qualquer extrapolação.
Execução do ensaio a cada metro com coleta de amostras em barrilete partido para classificação tátil-visual e posterior ensaio de laboratório.
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Perfil de sondagem eletrônico
Geração de perfil individual com indicação do N-SPT, tipo de solo, nível d'água e profundidade de cada camada, entregue em formato PDF e DWG.
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Ensaios complementares em amostras
Granulometria, limites de Atterberg e teor de umidade nas amostras coletadas durante o SPT, com laudos individuais por furo.
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Relatório técnico de fundações
Interpretação dos resultados do SPT com recomendação de tipo de fundação (estaca, sapata, radier) e tensão admissível do solo.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 6484:2020 – Sondagens de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 8036:2019 – Programação de sondagens, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações
Dúvidas habituais
Qual a diferença entre o SPT e o ensaio de cone (CPT)?
O SPT mede a resistência à penetração dinâmica e coleta amostras, enquanto o CPT fornece um perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, sem amostragem. Em São Paulo, o SPT é mais difundido por seu baixo custo e pela possibilidade de classificar visualmente o solo.
Em quanto tempo fica pronto o laudo do SPT?
O laudo final, com perfil individual e classificação dos solos, é emitido em até 5 dias úteis após a conclusão da campanha de campo. Para projetos urgentes, emitimos um relatório preliminar em 48 horas.
O SPT pode ser feito em qualquer tipo de terreno em São Paulo?
Sim, o SPT é aplicável na maioria dos solos paulistanos, desde argilas moles da várzea até areias compactas e solos residuais de granito. Em solos muito grossos (pedregulhos) ou rocha alterada, a cravação pode ser interrompida, sendo necessário complementar com sondagem rotativa.
Quantos furos de SPT são necessários para um lote padrão em São Paulo?
A NBR 8036 recomenda um furo a cada 200 m² de área de projeção da edificação. Para um lote de 300 m², são indicados no mínimo 2 furos. A profundidade deve atingir a camada onde o N-SPT seja igual ou superior a 15 golpes consecutivos, ou até o contato com rocha.