Em São Paulo, o dimensionamento de pavimento flexível esbarra em uma realidade geotécnica variada. Da argila mole da Zona Sul ao silte compacto da Zona Norte, o CBR de projeto raramente é uniforme. Aplicamos a metodologia empírico-mecanística com correlações locais, usando o ensaio CBR e a classificação TRB. Antes de definir as camadas do pavimento, é comum fazer uma avaliação mecânica da subrasante para confirmar a capacidade de suporte. O tráfego pesado das marginais exige um número N elevado, o que obriga a espessuras generosas de revestimento asfáltico. O resultado é um projeto que reflete o custo real da obra.
O CBR de projeto em São Paulo pode variar de 4% a 15% entre bairros, exigindo espessuras de pavimento significativamente diferentes.
Procedimento e escopo
Entre a Zona Leste e a Zona Oeste, o solo muda completamente. Na região do Tatuapé, a areia argilosa oferece CBR de 10% a 15%. Já na Freguesia do Ó, a argila siltosa mole cai para 4% a 6%. Em cada caso, o projeto de pavimento flexível ajusta as camadas de base e sub-base. Usamos o método do DNIT com suporte do dimensionamento de camadas granulares para evitar deformação prematura. Levantamos o tráfego real com contagens de eixo. O tráfego médio diário na Marginal Tietê ultrapassa 400 mil veículos. Isso força a adoção de concreto asfáltico modificado por polímero em vias arteriais. O controle de compactação segue a ABNT NBR 7181:2016, com umidade ótima de projeto definida em laboratório. Cada camada executada em campo é verificada com ensaio de densidade in situ.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
O clima de São Paulo, com verões chuvosos e invernos secos, afeta diretamente a vida útil do pavimento flexível. A água infiltrada nas juntas e trincas reduz o módulo de resiliência do asfalto. Em áreas de baixa drenagem, como a várzea do Rio Pinheiros, o acúmulo de umidade na subrasante provoca perda de suporte. A consequência é o surgimento de afundamentos de trilha de roda e trincamento por fadiga antes do previsto. O risco é maior em vias com tráfego pesado e drenagem deficiente. Por isso, incluímos sempre o dimensionamento do sistema de drenagem profunda no projeto.
Elaboramos o projeto executivo completo: definição do número N, escolha do revestimento, cálculo das espessuras das camadas e especificação dos materiais. Inclui relatório técnico com memória de cálculo e planta de pavimentação.
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Ensaios de Caracterização e CBR
Executamos a sondagem com coleta de amostras deformadas e indeformadas, ensaio de compactação Proctor normal/intermediário, CBR e expansão, granulometria e classificação TRB. Resultados em 10 dias úteis.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 7181:2016 – Análise granulométrica de solos, ABNT NBR 9895:2017 – Ensaio CBR e expansão, DNIT 031/2006 – ES – Pavimentos flexíveis: projeto, DNIT 043/2006 – ES – Dimensionamento de pavimentos
Dúvidas habituais
Qual o custo médio do projeto de pavimento flexível em São Paulo?
Inclui dimensionamento estrutural e ensaios de laboratório.
O que é o Número N no dimensionamento de pavimentos?
O Número N representa o tráfego total de eixos equivalentes ao longo da vida útil do pavimento. Em São Paulo, vias arteriais como a Marginal Tietê podem exigir N superior a 5,0 x 10^7, o que demanda camadas asfálticas espessas e base de alta qualidade.
Qual a diferença entre pavimento flexível e rígido?
O pavimento flexível distribui as cargas por camadas granulares e asfálticas, absorvendo deformações. Já o rígido usa concreto de cimento Portland com alta rigidez. Em São Paulo, o flexível é mais comum em vias urbanas pelo menor custo inicial e facilidade de reparo.
Quanto tempo leva o projeto de pavimento flexível?
O prazo típico é de 15 a 30 dias corridos, incluindo sondagens, ensaios de laboratório, dimensionamento e relatório final. Projetos com tráfego complexo ou sondagens adicionais podem estender para 45 dias.
Quais ensaios de solo são necessários para o projeto?
Os ensaios obrigatórios são: granulometria (NBR 7181), limites de Atterberg (NBR 6459, NBR 7180), compactação Proctor (NBR 7182) e CBR (NBR 9895). Em solos moles, adicionamos ensaio de adensamento (NBR 12007).