Utilizamos o edômetro de simples entrada e o consolidômetro Bishop & Skinner para determinar o potencial de colapso de amostras indeformadas coletadas em São Paulo. O ensaio de colapso segue a ABNT NBR 16853:2020, onde a amostra é inundada sob tensão controlada. Em zonas como a Zona Norte, com depósitos de areia fina siltosa, o colapso pode ultrapassar 5% de deformação. Antes da coleta, é essencial realizar calicatas exploratórias para garantir a integridade da amostra em profundidades rasas. O laboratório acreditado ISO 17025 assegura a rastreabilidade de cada etapa.
Em São Paulo, solos arenosos colapsíveis na Zona Norte e Leste exigem ensaio de colapso com inundação controlada para evitar recalques diferenciais após saturação.
Procedimento e escopo
Um conjunto residencial de 8 pavimentos na Zona Leste de São Paulo apresentou trincas nas alvenarias após o primeiro período de chuvas intensas. A investigação revelou que o solo arenoso colapsível da região perdeu resistência com o aumento do teor de umidade. Para evitar esse cenário, aplicamos a metodologia de dupla umidade: corpos de prova com umidade natural e saturada, comparando as curvas de compressão. Os parâmetros analisados incluem:
Potencial de colapso (CP) em %
Índice de vazios inicial
Tensão de colapso (kPa)
Grau de saturação
Os resultados orientam o dimensionamento de fundações e a necessidade de cimentações em rellenos quando o colapso é inevitável.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
O clima tropical de São Paulo, com verões chuvosos e longos períodos de estiagem, cria condições ideais para o colapso de solos arenosos não saturados. A areia fina siltosa do Espigão da Paulista e dos depósitos de colúvio na Zona Sul pode perder até 70% de sua rigidez quando saturada. O risco é maior em áreas de chuvas concentradas, como a bacia do Rio Pinheiros. Ignorar a avaliação de solos colapsíveis nesses terrenos leva a recalques diferenciais que comprometem lajes, pisos e estruturas de alvenaria. A norma ABNT NBR 6122:2019 exige essa verificação em projetos de fundações para edificações acima de 3 pavimentos.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 16853:2020 – Ensaio de colapso em solos, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 12253 – Standard Test Method for Measurement of Collapse Potential of Soils
Dúvidas habituais
O que caracteriza um solo colapsível em São Paulo?
Solos colapsíveis são arenosos finos ou siltosos, com baixa umidade natural e estrutura porosa. Em São Paulo, ocorrem nos depósitos de areia fina da Formação São Paulo e em colúvios da Zona Norte e Leste. Ao serem saturados, perdem resistência bruscamente, causando recalques.
Qual o custo da avaliação de solos colapsíveis em São Paulo?
Consulte cotação personalizada para seu projeto.
Como é feita a coleta de amostras indeformadas para o ensaio de colapso?
Utilizamos amostrador Shelby de parede fina, cravado por prensa hidráulica em calicata ou sondagem rotativa. A amostra é acondicionada em câmaras de PVC e transportada ao laboratório em caixa térmica. O processo segue a ABNT NBR 16853.
Quais bairros de São Paulo têm maior risco de solos colapsíveis?
As regiões com maior ocorrência são a Zona Norte (Santana, Tucuruvi, Jaçanã), Zona Leste (Penha, Itaquera, São Mateus) e Zona Sul (Jabaquara, Saúde, Ipiranga). Áreas com deposição de areia fina siltosa e histórico de chuvas intensas exigem atenção redobrada.
A avaliação de solos colapsíveis é obrigatória para projetos em São Paulo?
A ABNT NBR 6122:2019 recomenda a verificação de colapso em solos não saturados para edificações acima de 3 pavimentos. Em São Paulo, a prefeitura exige o estudo para projetos de médio e grande porte, principalmente em zonas de risco geotécnico mapeadas.