As chuvas intensas de verão em São Paulo expõem um problema clássico: taludes e aterros que perdem sustentação. A umidade frequente combinada com solos de origem sedimentar — como as argilas porosas da bacia paulistana — exige critérios rigorosos na especificação de geotêxteis. Não basta escolher um tecido qualquer. É preciso definir gramatura, resistência à tração, permeabilidade e comportamento sob compressão confinada. Em áreas de várzea como a Marginal Tietê ou nos morros da Zona Sul, o geotêxtil errado leva a recalques e rupturas. Por isso, antes de qualquer definição, o laboratório faz o estudo de mecânica dos solos para caracterizar o material de base. A partir daí, ajustamos a especificação ao projeto real.

A especificação correta do geotêxtil reduz em até 40% os recalques em aterros sobre solos moles na bacia de São Paulo.