A NBR 15421 (Projeto de Estruturas Resistentes a Sismos) exige que construções especiais em São Paulo considerem o efeito de sítio. O microzoneamento sísmico mapeia como o solo amplifica as ondas sísmicas. Em uma cidade com 12 milhões de habitantes e geologia complexa — da bacia sedimentar aos maciços de gnaisse — esse estudo é indispensável. Combinamos o ensaio SPT com a resposta sísmica para classificar o terreno conforme a VS30 e definir o espectro de projeto.
Em São Paulo, a Bacia Sedimentar pode amplificar ondas sísmicas em até 2,5 vezes, exigindo microzoneamento para projetos seguros.
Procedimento e escopo
A expansão urbana de São Paulo sobre áreas de várzea e colinas suaves criou perfis de solo muito variados. O microzoneamento sísmico em São Paulo considera três zonas principais: a Bacia Sedimentar (solos arenosos e argilosos moles), o Planalto Paulistano (solos residuais de gnaisse e micaxisto) e as encostas com taludes de alteração. Cada zona exige parâmetros dinâmicos distintos. Realizamos ensaios de campo como MASW, refração sísmica e HVSR para obter a velocidade de onda de cisalhamento até 30 m de profundidade. Com esses dados, geramos mapas de amplificação sísmica que orientam o dimensionamento de fundações e estruturas.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
Utilizamos um conjunto de geofones e fonte sísmica (martelo instrumentado ou vibrador) para gerar ondas de superfície. Os dados são processados com inversão multicanal (MASW) e análise HVSR. Em São Paulo, a presença de antigos aterros e solos moles na região do Vale do Anhangabaú e do Rio Pinheiros exige cuidado redobrado — o microzoneamento sísmico em São Paulo identifica essas áreas de risco para evitar ressonância entre solo e estrutura.
Levantamento geofísico com MASW e HVSR em até 10 pontos por hectare. Gera mapas de VS30, fator de amplificação e frequência fundamental. Ideal para loteamentos e bairros inteiros.
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Estudo de Resposta Sísmica Local
Modelagem unidimensional (SHAKE) ou bidimensional (FLAC) com base em perfis de solo obtidos por SPT e ensaios geofísicos. Fornece espectros de projeto específicos para cada zona de São Paulo.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
NBR 15421:2006 — Projeto de estruturas resistentes a sismos, ABNT NBR/D4428M-14 — Standard test method for crosshole seismic testing, NEHRP Recommended Seismic Provisions (FEMA P-1050) — Classificação de sítios
Dúvidas habituais
O que é microzoneamento sísmico e por que é necessário em São Paulo?
É o estudo que divide a cidade em zonas com comportamento sísmico distinto, considerando tipo de solo, profundidade do embasamento e amplificação esperada. Em São Paulo, solos moles da Bacia Sedimentar podem amplificar ondas em até 2,5 vezes, exigindo esse mapeamento para projetos seguros.
Qual o custo de um microzoneamento sísmico em São Paulo?Como o microzoneamento sísmico se relaciona com a NBR 15421?
A NBR 15421 exige que a ação sísmica de projeto considere o efeito de sítio. O microzoneamento sísmico fornece os parâmetros de amplificação e período predominante necessários para definir o espectro de projeto conforme a classe de solo (A a E).
Quais ensaios de campo são usados no microzoneamento sísmico?
Utilizamos ensaios de MASW (multichannel analysis of surface waves), refração sísmica e HVSR (razão espectral H/V). Esses ensaios medem a velocidade de onda de cisalhamento (VS30) e a frequência natural do solo, dados essenciais para o estudo.