Com mais de 12 milhões de habitantes e uma frota de veículos que supera 8 milhões de unidades, São Paulo impõe uma demanda severa sobre seus pavimentos. A avaliação de pavimentos existentes na capital paulista precisa considerar tanto o tráfego pesado de caminhões nas marginais quanto a vibração de linhas de metrô e corredores de ônibus. Em muitos trechos, a camada asfáltica original foi executada há mais de trinta anos e recebeu apenas recapeamentos pontuais; por isso, antes de projetar qualquer intervenção, realizamos um diagnóstico completo que inclui sondagens com calicatas exploratórias para inspecionar a estrutura do pavimento e coleta de amostras para ensaios de laboratório.
O módulo resiliente do subleito em São Paulo varia entre 40 MPa e 120 MPa, dependendo da fração de argila e do teor de umidade.
Procedimento e escopo
Nosso protocolo de avaliação de pavimentos existentes em São Paulo começa com um levantamento visual e funcional, seguido da execução de furos de sondagem com trado mecanizado e coleta de testemunhos. As amostras são submetidas a ensaios de granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor, conforme a ABNT NBR 7182:2016 e a ABNT NBR 7182. A determinação do CBR in situ com o ensaio CBR em campo permite avaliar a capacidade de suporte da sub-base e do subleito. Quando há suspeita de degradação por umidade, complementamos com ensaios de permeabilidade e com o ensaio de placa de carga para medir o módulo de reação do solo. Toda a campanha segue a ABNT NBR 12891:2021 para extração e preparo de corpos de prova de misturas asfálticas.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
Em São Paulo, um risco recorrente em avaliação de pavimentos existentes é a presença de camadas de solo colapsível ou de aterros não controlados sob vias antigas. Esses materiais, quando saturados por vazamentos de redes de água ou por chuvas intensas (a média anual na cidade ultrapassa 1.400 mm), perdem resistência e geram afundamentos localizados. Por isso, em cada diagnóstico verificamos a continuidade lateral das camadas com ensaios de penetração dinâmica e, se necessário, realizamos sondagens complementares com georradar GPR para mapear vazios e heterogeneidades antes de definir a estratégia de recuperação.
Vistoria técnica com registro de trincas, panelas e deformações. Aplicação de Falling Weight Deflectometer (FWD) para medir deflexões e retroanálise do módulo de elasticidade das camadas. Emissão de relatório com seções transversais e recomendações de reforço.
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Ensaios de laboratório em amostras de pavimento
Extração de testemunhos asfálticos e amostras deformadas de base e subleito. Ensaios de granulometria, limites de Atterberg, compactação, CBR e módulo resiliente. Resultados entregues em até 10 dias úteis com certificação ISO 9001.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 12891:2021 (Extração de corpos de prova de misturas asfálticas), ABNT NBR 7182:2016 (Ensaio de compactação), ABNT NBR (Falling Weight Deflectometer), DNIT 179/2018 (Avaliação de pavimentos flexíveis)
Dúvidas habituais
Quanto custa uma avaliação de pavimentos existentes em São Paulo?
O custo referencial para uma avaliação de pavimentos existentes em São Paulo varia entre R$ 3.340 e R$ 10.120, dependendo da extensão da via, da quantidade de furos de sondagem e da necessidade de ensaios complementares como FWD ou georradar. O valor inclui mobilização, execução dos ensaios e relatório técnico final.
Qual a diferença entre avaliação funcional e estrutural de pavimentos?
A avaliação funcional mede o conforto e a segurança ao rolamento: irregularidade longitudinal, textura superficial, atrito e condição de drenagem. Já a avaliação estrutural determina a capacidade de carga remanescente do pavimento por meio de deflexões (FWD), espessuras das camadas e ensaios de laboratório. Em São Paulo, ambas são necessárias para projetar intervenções duráveis.
Com que frequência deve ser feita a avaliação de um pavimento existente?
Recomenda-se uma avaliação estrutural a cada 5 anos para vias arteriais e corredores de ônibus, e a cada 10 anos para vias locais. Em São Paulo, onde o tráfego é intenso e o clima subtropical úmido acelera a degradação, vistorias visuais anuais ajudam a programar intervenções preventivas antes que surjam panelas ou deformações permanentes.