← Home · Ensaios in situ

Ensaio de Dilatómetro Plano (DMT) em São Paulo

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

O ensaio de dilatómetro plano (DMT) é regulamentado pela ABNT NBR 16900 e, em São Paulo, sua aplicação tornou-se indispensável para projetos em depósitos sedimentares da bacia terciária, onde a variação lateral de fácies é abrupta. A elevada urbanização e a presença de solos residuais jovens sobrepostos a camadas de argila siltosa mole, típicas da região da várzea do Tietê, exigem uma ferramenta que forneça o módulo de deformabilidade (M_DMT) e o índice de tensão horizontal (K_D) com repetibilidade. Em obras de escavação para subsolos profundos, por exemplo, o DMT permite calibrar o modelo de rigidez inicial antes de definir o sistema de contenção, complementando investigações com calicatas exploratórias para reconhecimento de camadas superficiais e o ensayo CPT quando se busca perfil contínuo de resistência de ponta.

Imagem ilustrativa de Ensaio de dilatómetro plano (DMT) em São Paulo
O módulo dilatométrico (M_DMT) obtido em argilas paulistanas pode ser até 3 vezes superior ao módulo edométrico de laboratório, refletindo a estrutura natural do solo.

Procedimento e escopo

A geologia de São Paulo, marcada pela alternância entre argilas porosas vermelhas e areias finas compactas da Formação São Paulo, faz com que o ensaio de dilatómetro plano (DMT) se destaque por fornecer parâmetros de rigidez em pequenas deformações sem a necessidade de extração de amostra. O procedimento de campo consiste na cravação de uma lâmina metálica com membrana expansível a cada 20 cm, registrando as pressões A (início de deslocamento da membrana) e B (1,1 mm de deslocamento). Com esses valores, calculam-se:
Em terrenos com aterros antigos sobre a várzea, o DMT também auxilia na detecção de lentes de solo orgânico compressível, parâmetro crítico para o projeto de fundações. O equipamento atende à ABNT NBR 16900 e, quando associado a ensaios de permeabilidade de campo, permite avaliar fluxos preferenciais em maciços estratificados.
Imagem técnica de referência — São Paulo

Contexto geotécnico local

O rápido crescimento vertical de São Paulo desde os anos 1960 gerou edificações cada vez mais altas sobre solos com comportamento tensão-deformação complexo. Ignorar a anisotropia de rigidez das argilas da bacia paulistana, especialmente nos bairros da zona sul e oeste, pode levar a recalques diferenciais severos em lajes de transição. O ensaio de dilatómetro plano (DMT) reduz esse risco ao fornecer perfis contínuos de módulo de deformabilidade em profundidade, permitindo modelar numericamente o efeito de escavações vizinhas e evitar danos a estruturas adjacentes — algo rotineiro em obras na Avenida Paulista e na região da Faria Lima.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: contato@geotecnia1.sbs

Parâmetros técnicos


ParâmetroValor típico
Módulo dilatométrico (M_DMT)2 a 50 MPa (argilas moles a areias compactas)
Índice de tensão horizontal (K_D)1,5 a 8,0 (indicador de OCR)
Índice de material (I_D)0,1 a 3,3 (argila a areia)
Pressão de pré-adensamento (σ'_p)Estimada via correlação de Marchetti (1980)
Coeficiente de empuxo em repouso (K_0)0,4 a 1,2 (função de K_D)

Serviços técnicos vinculados

01

DMT com perfilagem contínua até 40 m

Cravação hidráulica a cada 20 cm com registro simultâneo de pressões A e B, geração de relatório com gráficos de M_DMT, K_D e I_D, mais correlações com módulo de Young e coeficiente de empuxo em repouso. Ideal para obras de túneis e subsolos na região central.

02

DMT para avaliação de liquefação

Aplicação em areias finas saturadas da várzea do Tietê e do Pinheiros, onde o DMT complementa o SPT na estimativa da resistência cíclica. O relatório inclui o fator de segurança à liquefação conforme método de Robertson & Fear (1995).

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Normas de referência

ABNT NBR 16900 (Standard Test Method for Performing the Flat Plate Dilatometer), ISSMGE TC 16 (Suggested Method for DMT, 2001), ABNT NBR 6122:2019 (Projeto e Execução de Fundações — cita indiretamente parâmetros de deformabilidade)

Dúvidas habituais

Qual a profundidade máxima do ensaio de dilatómetro plano (DMT) em São Paulo?

Em condições típicas de solo da capital, o DMT alcança até 40 m de profundidade com equipamento hidráulico montado sobre caminhão. Em terrenos com camadas de areia muito compacta ou pedregulhos, a profundidade pode ser limitada pelo atrito lateral na lâmina, exigindo pré-furo com trado.

O ensaio de dilatómetro plano (DMT) substitui o SPT em projetos de fundação?

Não substitui completamente. O DMT fornece parâmetros de rigidez em pequenas deformações e tensão horizontal, enquanto o SPT oferece resistência à penetração dinâmica e amostragem. Em São Paulo, a prática mais eficiente é combinar ambos: SPT para classificação tátil-visual e DMT para obtenção de módulos de deformabilidade calibrados para modelagem numérica.

Quanto custa um ensaio de dilatómetro plano (DMT) em São Paulo?

O custo referencial para um furo de 15 a 25 m em São Paulo situa-se entre R$ 2.270 e R$ 2.150, variando conforme o volume de furos, acessibilidade do terreno e necessidade de pré-furo. Inclui relatório técnico com gráficos e correlações. Para orçamento exato, é necessário consultar as condições específicas do local.

Em quais tipos de solo de São Paulo o DMT apresenta melhor desempenho?

O DMT tem excelente desempenho em argilas siltosas e areias finas a médias, predominantes nos bairros de Pinheiros, Vila Mariana e Moema. Em solos com pedregulhos ou matacões, comuns em regiões de morro como a Zona Norte, a cravação pode ser interrompida, sendo recomendado o uso de pré-furo ou ensaio SPT complementar.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Paulo.

Localização e área de serviço