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Ensaio de Infiltração (Porchet/Duplo Anel) em São Paulo

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Muitas construtoras em São Paulo dimensionam sistemas de drenagem e fossas sépticas usando apenas tabelas genéricas de permeabilidade. O problema? Ignoram que o solo paulistano varia muito em poucos metros. Um talude de argila porosa pode ter infiltração alta; já um solo residual compactado, quase nula. O ensaio de infiltração em campo resolve isso. Com o método Porchet ou Duplo Anel, mede-se a taxa real de percolação. Antes de projetar qualquer sistema de absorção, é prudente cruzar esses dados com um estudo de mecânica dos solos para entender a variabilidade do terreno.

Imagem ilustrativa de Ensaio de infiltração (Porchet/Duplo anel) em São Paulo
Em solos argilosos de São Paulo, o ensaio Duplo Anel é o padrão-ouro para estimar a condutividade hidráulica saturada.

Procedimento e escopo

São Paulo tem um clima subtropical úmido, com chuvas intensas no verão que saturam o solo rapidamente. Por isso, a taxa de infiltração medida em campo não pode ser a mesma de um dia seco. O ensaio de infiltração (Porchet/Duplo Anel) simula condições de saturação prolongada. O procedimento segue a ABNT NBR 7229 e NBR 13969, com carga constante ou variável. No método Duplo Anel, dois cilindros concêntricos são cravados no solo e preenchidos com água. Mede-se o rebaixamento ao longo do tempo. Para complementar a investigação, muitas vezes aplicamos o ensaio de permeabilidade de campo em pontos estratégicos, garantindo representatividade espacial.
Imagem técnica de referência — São Paulo

Contexto geotécnico local

Em São Paulo, já vimos projetos de loteamentos inteiros baseados em um único ensaio de infiltração. Resultado: ruas alagadas e sistemas de drenagem subdimensionados. O risco é claro: sem dados representativos, a taxa de percolação pode ser superestimada, levando a falhas no escoamento. Em áreas de várzea do Tietê ou do Pinheiros, o lençol freático alto invalida qualquer ensaio feito em solo seco. Por isso, o ensaio de infiltração deve ser executado em múltiplos pontos, em diferentes profundidades e, idealmente, sob chuva natural. Só assim o projeto de drenagem reflete a realidade do subsolo paulistano.

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Parâmetros técnicos


ParâmetroValor típico
MétodoPorchet (carga variável) / Duplo Anel (carga constante)
Norma aplicadaABNT NBR 7229 e NBR 13969
Tempo de ensaio2 a 6 horas por ponto
Profundidade típica0,5 a 3,0 metros
EquipamentoCilindro metálico (300 mm diâmetro) + régua milimétrica
Parâmetro obtidoCoeficiente de permeabilidade (k) em cm/s ou mm/h
Aplicação principalDimensionamento de sumidouros, valas de infiltração e trincheiras drenantes

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio Porchet em Furos de Sondagem

Executado em furos abertos com trado manual ou mecânico, entre 0,5 e 3,0 m de profundidade. Adequado para solos argilosos e arenosos da região metropolitana de São Paulo.

02

Ensaio Duplo Anel em Superfície

Método padrão para medir infiltração em camadas superficiais. Utilizado em áreas de jardim, taludes e terrenos planos. Ideal para projetos de drenagem pluvial.

03

Ensaio de Infiltração com Carga Constante

Indicado para solos com baixa permeabilidade. Mantém nível d'água constante no anel por horas, garantindo dados precisos para dimensionamento de sumidouros e bacias de detenção.

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Normas de referência

ABNT NBR 7229:1993 (Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos), ABNT NBR 13969:1997 (Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar), ABNT NBR (Standard Test Method for Infiltration Rate of Soils in Field Using Double-Ring Infiltrometer)

Dúvidas habituais

Qual a diferença entre o método Porchet e o Duplo Anel?

O Porchet mede a infiltração em um furo cilíndrico com carga variável, sendo mais rápido e prático para profundidades de 1 a 3 m. O Duplo Anel usa dois cilindros concêntricos em superfície, com carga constante, eliminando o fluxo lateral. Para projetos de drenagem em São Paulo, o Duplo Anel é preferível por sua maior precisão.

Quantos pontos de ensaio são necessários por lote?

Recomenda-se no mínimo um ensaio a cada 500 m² de área impermeabilizada, com distribuição espacial uniforme. Em terrenos com variação de solo (argila vs. areia), o número de pontos deve ser maior. A ABNT NBR 13969 sugere ao menos 3 pontos para áreas até 1000 m².

Quanto custa o ensaio de infiltração em São Paulo?

O valor referencial fica entre R$700 e R$980 por ponto ensaiado, incluindo relatório técnico com os coeficientes de permeabilidade. O custo pode variar conforme o número de pontos, profundidade e acesso ao local. Consulte uma cotação para seu projeto específico.

O ensaio de infiltração substitui o ensaio de permeabilidade de laboratório?

Não. O ensaio de campo mede a condutividade hidráulica in situ, considerando a estrutura natural do solo. O ensaio de laboratório (permeâmetro) usa amostras indeformadas e controla gradiente hidráulico. Ambos são complementares: o de campo para dimensionamento, o de laboratório para caracterização detalhada.

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