Quem trabalha com pavimentação em São Paulo sabe que o subleito varia muito de uma região para outra. Na zona norte, por exemplo, encontramos solos mais argilosos, enquanto na zona leste aparecem camadas arenosas com pedregulho. O ensaio CBR de laboratório é o método que usamos para medir exatamente a resistência do material compactado. Coletamos amostras deformadas, moldamos corpos de prova na energia do Proctor normal ou intermediário, e depois deixamos de molho por quatro dias antes de cravar o pistão. O resultado orienta a espessura do pavimento. Antes de definir a camada final, convém cruzar os dados com um estudo de subrasante vial para entender o comportamento de longo prazo.
O ensaio CBR de laboratório mede a resistência do subleito compactado e a expansão após embebição, orientando a espessura do pavimento em São Paulo.
Procedimento e escopo
São Paulo cresceu sobre colinas e várzeas, e essa geografia deixou marcas no subsolo. Nos bairros próximos ao Rio Tietê, o solo tem baixa capacidade de suporte, exigindo reforço. O ensaio CBR de laboratório segue a ABNT NBR 9895:2016, com expansão controlada e cravação a 1,27 mm/min. Medimos a resistência à penetração e a expansão após embebição, dois parâmetros críticos para o projeto de pavimentos flexíveis. Quando o CBR fica abaixo de 2%, partimos para soluções de reforço como geotêxteis para separação de camadas, ou substituição do material. O resultado também define a classificação do subleito conforme o DNIT.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
A ABNT NBR 9895:2016 estabelece que o ensaio CBR de laboratório deve ser feito com amostras representativas do subleito. Em São Paulo, o maior risco é coletar material em um ponto e assumir que representa todo o trecho. Já vimos casos em que o CBR de projeto foi superestimado em 40% por causa de uma coleta mal planejada. O resultado: pavimento com vida útil reduzida pela metade. Por isso, o planejamento da amostragem é tão importante quanto o ensaio em si.
Ensaio para determinar a umidade ótima e a massa específica seca máxima do solo, base para a moldagem dos corpos de prova do CBR. Seguimos as energias normal, intermediária e modificada conforme a NBR 7182:2016.
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Granulometria completa
Análise da distribuição granulométrica do solo por peneiramento e sedimentação, fundamental para classificar o material e prever seu comportamento mecânico no subleito.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 9895:2016 – Solo – Índice de Suporte Califórnia (CBR), ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de compactação (Proctor), DNIT 172/2016 – ES – Pavimentos flexíveis – Subleito
Dúvidas habituais
Qual a diferença entre CBR de campo e CBR de laboratório?
O CBR de campo é executado diretamente no subleito com equipamento portátil, medindo a resistência in situ. O CBR de laboratório utiliza amostras deformadas, compactadas na umidade ótima e embebidas por quatro dias, simulando a pior condição de saturação. O laboratório é mais controlado e serve como referência para o projeto.
Como o ensaio CBR de laboratório orienta o dimensionamento de pavimentos?
O valor de CBR obtido no ensaio é usado em métodos empíricos, como o do DNIT ou do AASHTO, para calcular a espessura necessária das camadas de pavimento. Quanto menor o CBR, mais espessa precisa ser a base e o revestimento para evitar ruptura por cisalhamento.
Quanto custa um ensaio CBR de laboratório em São Paulo?
O valor referencial para o ensaio CBR de laboratório em São Paulo fica entre R$ 330 e R$ 430, podendo variar conforme o número de corpos de prova, a energia de compactação e a distância do deslocamento para coleta. Recomendamos solicitar cotação com o escopo completo.
Qual a importância da expansão medida no ensaio CBR?
A expansão indica o quanto o solo incha quando saturado, parâmetro crítico para solos argilosos expansivos comuns em São Paulo. Valores acima de 2% de expansão exigem atenção, pois podem causar solevamento do pavimento e trincas prematuras.