A norma ABNT NBR 9895:2016 define os procedimentos para o ensaio de Índice de Suporte Califórnia (CBR), essencial em qualquer projeto viário em São Paulo. Com uma frota que ultrapassa 8 milhões de veículos e um trânsito que impõe cargas repetidas sobre o pavimento, o estudo CBR para projeto viário torna-se peça-chave. O ensaio mede a capacidade de suporte do subleito e a expansão do solo quando saturado, parâmetros que alimentam diretamente métodos de dimensionamento como o DNIT 061/94. Em nossa experiência, a heterogeneidade dos solos paulistanos — que vão desde argilas lateríticas no centro até areias finas na zona norte — exige uma campanha de amostragem bem planejada. Complementar o estudo CBR com uma análise de subrasante permite refinar o projeto estrutural do pavimento.
O ensaio CBR não apenas classifica o subleito, como também define a espessura das camadas do pavimento, impactando diretamente o custo da obra.
Procedimento e escopo
A urbanização acelerada de São Paulo, especialmente a partir dos anos 1950, expandiu a malha viária sobre terrenos de origem coluvial e aluvial, onde a variabilidade do solo é regra. O estudo CBR para projeto viário em São Paulo envolve três etapas principais: coleta de amostras deformadas e indeformadas, ensaio de compactação (Proctor Normal ou Intermediário) e o próprio ensaio de CBR com medida de expansão. O laboratório precisa controlar a umidade ótima e a energia de compactação, pois solos paulistanos com laterização acentuada podem apresentar CBR baixo mesmo com boa compactação. Quando o subleito é fraco, o uso de geotextil pode melhorar o comportamento mecânico. Já em vias com tráfego pesado, a adoção de terraplenos compactados com controle rigoroso de umidade é prática comum. Cada lote de solo deve ser ensaiado separadamente, pois uma única amostra não representa a variação lateral típica dos cortes e aterros paulistanos.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Contexto geotécnico local
Comparando dois bairros paulistanos, o cenário é bem diferente. Na região do Brooklin, onde predominam argilas siltosas de alta plasticidade, o CBR costuma ficar entre 3% e 6%, exigindo camadas de base mais espessas. Já na zona do Jaraguá, com solos arenosos de alteração de granito, o CBR pode atingir 15% a 20%. Ignorar essa variação leva a subdimensionamento — com trincas prematuras — ou superdimensionamento, encarecendo a obra. O maior risco em São Paulo é a presença de solos colapsíveis em áreas de várzea (como a Marginal Tietê), que perdem resistência quando saturados. O estudo CBR para projeto viário precisa detectar esse comportamento para evitar recalques diferenciais na pista.
Executamos o ensaio conforme NBR 9895, determinando o índice de suporte e a expansão após saturação de 96 horas. Fornecemos relatório com curvas tensão x penetração e classificação do subleito.
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Estudo de subleito para pavimentação
Avaliação integrada do solo de fundação com ensaios de granulometria, limites de Atterberg, compactação e CBR. Ideal para projetos de vias urbanas, rodovias e pátios industriais em São Paulo.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas de referência
ABNT NBR 9895:2016 — Ensaio de CBR, ABNT NBR 6457:2016 — Preparação de amostras, ABNT NBR 7182:2016 — Ensaio de compactação (Proctor), DNIT 061/94 — Dimensionamento de pavimentos flexíveis
Dúvidas habituais
Qual a diferença entre o ensaio CBR e o Proctor?
O ensaio Proctor determina a umidade ótima e a massa específica seca máxima para compactação. Já o ensaio CBR, feito sobre o corpo de prova compactado na umidade ótima e saturado por 96 horas, mede a resistência à penetração (índice de suporte) e a expansão do solo. Ambos são complementares no estudo CBR para projeto viário.
Quanto custa o estudo CBR para projeto viário em São Paulo?
O valor referencial do ensaio CBR completo, com compactação e relatório, fica entre R$ 360 e R$ 680 por amostra. O custo final depende do número de amostras, da distância do laboratório ao local da obra e da necessidade de ensaios complementares como granulometria ou limites de Atterberg.
Em quanto tempo fica pronto o laudo do ensaio CBR?
O prazo típico é de 7 a 10 dias úteis, contando a coleta, o período de saturação de 96 horas, a execução do ensaio e a emissão do laudo técnico. Para projetos emergenciais, é possível agendar prioridade com redução para 5 dias úteis.